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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Idea Vilariño: "No - 27" (Tradução de Adriano Nunes)

"Não - poema 27" (Tradução de Adriano Nunes)




Que grande coisa a vida
que grã coisa que dom
que carga que viagem
de areia grossa que
pedregulho de Sísifo
por empregar alguma
já mal acentuada
- toda a métrica a métrica -
metáfora elegante.


 Idea Vilariño: "No - 27"


Qué gran cosa la vida
qué gran cosa qué don
qué carga qué vïaje
de arena gruesa qué
roca de Sisifó
por emplear alguna
aunque mal acentuada
- la métrica la métrica -
metáfora elegante. 





VILARIÑO, Idea. "No". In:____. Poesía Completa. Montevideo: Cal y Canto, 2012, p. 289.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Idea Vilariño: "Qué me importa"

"Que me importa" (tradução de Adriano Nunes)


Que me importa o amor
o que pedia
era teu ser inteiro para mim
em mim
em minha vida
embora não te tivesse
mesmo em dias semanas meses anos
não tivesse o doce cheiro de flores
de tua pele suave usada
que me dava
todo o amor do mundo.
senão
o amor
que importava
que importa.



Idea Vilariño: "Qué me importa"



Qué me importa

Qué me importa el amor
lo que pedía
era tu ser entero para mi
en mi
en mi vida
aunque no te tuviera
aunque en días semanas meses años
no tuviera aquel dulce olor a flores
de tu piel suave usada
que me daba
todo el amor del mundo.
Lo demás
el amor
qué importaba
qué importa.




VILARIÑO, Idea. Poesía Completa. Montevideo: Cal y Canto, 2012, p. 157.



domingo, 16 de junho de 2013

Idea Vilariño: "Todo es muy simple"

"Tudo é tão simples" (Tradução de Adriano Nunes)

Tudo é tão simples

Tudo é tão simples muito
mais simples e no entanto
'inda assim há momentos
em que é demasiado para mim
em que não entendo
e não sei se sorrir com gargalhadas
ou se chorar de medo
ou estar aqui sem pranto
sem risos
em silêncio
assumindo minha vida
meu trânsito
meu tempo.



Idea Vilariño: "Todo es muy simple"



Todo es muy simple



Todo es muy simple mucho
más simple y sin embargo
aun así hay momentos
en que es demasiado para mí
en que no entiendo
y no sé si reírme a carcajadas
o si llorar de miedo
o estarme aqui sin llanto
sin risas
en silencio
asumiendo mi vida
mi tránsito
mi tiempo.




VILARIÑO, Idea. Poesía Completa. Montevideo: Cal y Canto, 2012, p. 118.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Idea Vilariño: "Tango"

Idea Vilariño: "Tango"


Yo vengo por la calle
compro pan
entro en casa
hay niebla y vengo triste
tu amor es una ausencia
tu amor digo mi amor
amor que quedó en nada.
Subo las escaleras
repasando esa historia
y me quedo en lo oscuro
tras de la puerta
amarga
pensando no pensando
en tu amor
en la vida
en la soledad que es
única certidumbre.

(1957)


"Tango" (Tradução de Adriano Nunes)



Eu venho pela rua
compro pão
entro em casa
há névoa e venho triste
teu amor é uma ausência
teu amor digo meu amor
amor que deu em nada.
Subo pelas escadas
repassando essa história
e me finco no escuro
atrás da porta
amarga
pensando não pensando
em teu amor
nessa vida
nessa solidão que é
única convicção.




In: VILARIÑO, Idea. "Poesía Completa". Montevideo: Cal y Canto, 2012, p. 154.

Idea Vilariño: "Comparación"

Idea Vilariño: "Comparación"

Como en la playa virgen
dobla el viento
el leve junco verde
que dibuja
un delicado círculo en la arena
así en mí
tu recuerdo.


(1966)

"Comparação" - Tradução de Adriano Nunes 

Como na praia virgem
verga o vento
o leve junco verde
que desenha
um delicado círculo na areia
tal em mim
teu lembrar.



In: "Poesía Completa". Montevideo: Cal y Canto, 2012, p. 161.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Idea Vilariño: "La noche"

Idea Vilariño: "La noche"


"La noche"

La noche no era el sueño
Era su boca
Era su hermoso cuerpo despojado
De sus gestos inútiles
Era su cara pálida mirándome en la sombra
La noche era su boca
Su fuerza y su pasión
Era sus ojos serios
Esas piedras de sombra 

Cayéndose en mis ojos
Y era su amor en mí
Invadiendo tan lenta
Tan misteriosamente

(1968)



"A noite" (Tradução de Adriano Nunes)



A noite não era o sonho
Era sua boca
Era seu bonito corpo desnudo
De seus gestos inúteis
Era sua face pálida olhando-me na sombra
A noite era sua boca
Sua força e paixão
Era seus olhos sérios
Essas pedras de sombra 

Despencando em meus olhos
E era seu amor em mim
Invadindo tão lenta
Tão misteriosamente.




In: VILARIÑO, Idea. "Poesía Completa". Montevideo: Cal y Canto, 2012, p. 138.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Idea Vilariño: "Eso"

Idea Vilariño: "Eso"


Mi cansancio
mi angustia
mi alegría
mi pavor
mi humildad
mis noches todas
mi nostalgia del año
mil novecientos treinta
mi sentido común
mi rebeldía.
Mi desdén
mi crueldad y mi congoja
mi abandono
mi llanto
mi agonía
mi herencia irrenunciable y dolorosa
mi sufrimiento
en fin
mi pobre vida.



"Isso" (Tradução de Adriano Nunes) 



Meu cansaço
minha angústia
minha alegria
meu pavor
minha humildade
minhas noites todas
minha nostalgia do ano
mil novecentos e trinta
meu sentido comum
minha rebeldia.
Meu desdém
minha crueldade e minha aflição
meu abandono
meu pranto
minha agonia
minha herança irrenunciável e dolorosa
meu sofrimento
enfim
minha pobre vida.




In: VILARIÑO, Idea. "Poesía Completa". Montevideo: Cal y Canto, 2012, p. 90.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Idea Vilariño: "Mediodía"

Idea Vilariño: "Mediodía"


Transparentes los aires, transparentes
la hoz de la mañana,
los blancos montes tibios, los gestos de las olas,
todo ese mar, todo ese mar que cumple
su profunda tarea,
el mar ensimismado,
el mar, a esa hora de miel en que el instinto
zumba como una abeja somnolienta…
Sol, amor, azucenas dilatadas, marinas,
ramas rubias sensibles y tiernas como cuerpos,
vastas arenas pálidas.

Transparentes los aires, transparentes
las voces, el silencio.
A orillas del amor, del mar, de la mañana,
en la arena caliente, temblante de blancura,
cada uno es un fruto madurando su muerte.



"Meio-dia" (Tradução de Adriano Nunes)



Transparentes os ares, transparentes
a foice da manhã,
os brancos montes tíbios, os gestos das ondas,
todo esse mar, todo esse mar que cumpre
sua profunda tarefa,
o mar ensimesmado,
o mar, a essa hora de mel em que o instinto
zumbe como uma abelha sonolenta...
Sol, amor, açucenas dilatadas, marinhas,
ramos áureos sensíveis e ternos como corpos,
vastas areias pálidas.

Transparentes os ares, transparentes
as vozes, o silêncio.
À margem do amor, do mar, da manhã,
na areia ardente, vibrante de brancura,
cada um é um fruto madurando sua morte.



In: VILARIÑO, Idea. "Poesía Completa". Montevideo: Cal y Canto, 2012, p. 53.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Idea Vilariño: "Mis manos..."

Idea Vilariño: 


"Mis manos
estas manos queridas
ya no saben
a qué cosa aferrarse.

Creía haber llegado.
Ser.
Dije que eso era todo.
Y lo es.

Pero
había olvidado algo
o renunciado
tranquilamente
a ello.

Y ahora
me pregunto
si en mis noches vacías
no buscaré la estrella."

(1940)



Tradução de Adriano Nunes: 



"Minhas mãos
estas mãos queridas
já não sabem
a que coisa aferrar-se.

Cria haver chegado.
Ser.
Disse que isso era tudo.
E é.

Mas
havia esquecido algo
ou renunciado
tranquilamente
a tal.

E agora
me pergunto
se em minhas noites vazias
não buscarei a estrela."




In: VILARIÑO, Idea. "Poesía Completa". Montevideo: Cal y Canto, 2012, p. 22.

Idea Vilariño: "Vive"

Idea Vilariño: "Vive"

Aquel amor
aquel
que tomé con la punta de los dedos
que dejé que olvidé
aquel amor
ahora
en unas líneas que
se caen de un cajón
está ahí
sigue estando
sigue diciéndome
está doliendo
está
todavía
sangrando.

(1970)



"Vive" (Tradução de Adriano Nunes)



Aquele amor
aquele
que apanhei com a ponta dos dedos
que deixei que esqueci
aquele amor
agora
em umas linhas que
caem de uma gaveta
está aí
segue estando
segue dizendo-me
está doendo
está
ainda
sangrando.



In: VILARIÑO, Idea. "Poesía Completa". Montevideo: Cal y Canto, 2012, p. 159.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Idea Vilariño: "La metamorfosis"

Idea Vilariño: "La metamorfosis"


Entonces soy los pinos
soy la arena caliente
soy la brisa suave
un pájaro liviano delirando en el aire
o soy el mar golpeando la noche
soy la noche.

Entonces no soy nadie.

(1964)



"A metamorfose" (Tradução de Adriano Nunes)



Então sou os pinheiros
sou a areia ardente
sou a brisa suave
um pássaro leve delirando no ar
ou sou o mar golpeando a noite
sou a noite.

Então não sou nada.




In: VILARIÑO, Idea. Poesía Completa. p. 302, Cal Y Canto, Uruguay, 2012.