sexta-feira, 4 de junho de 2010

Adriano Nunes: "Soneto LXXVIII"

"Soneto LXXVIII"


Era haver o dia, o vento a
Derrubar portas, ter a
Vida em um verso, ser mera
Matéria, pessoa à toa,

Brindar a Baco, sentir
Tudo, tentar mudar a
Azáfama, roda-rara, a
Trama dos astros, sem ir-

Reais taras, sem a morte
A pôr medo, natural-
Mente. Era provocar tal

Deus ou demônio mais forte:
O amor! Risco e ritual...
Perante um tempo total.




7 comentários:

Mai disse...

E assim com esse soneto brindar ao tempo, ao vento ao mar e - voraz ou vorá - brindar ao amor.

belíssimo!

ADRIANO NUNES disse...

Mai,

Fico muito feliz que tenha gostado do meu soneto! Grato!


Abraço forte,
Adriano Nunes.

Anônimo disse...

Vi no blog do a. cícero. bellisssimmmo.o mais belo visto seu.parabéns. Vinicius.

ADRIANO NUNES disse...

Vinicius,


Muito obrigado!


Abraços,
Adriano Nunes.

Janaina Amado disse...

Que soneto belo, Adriano, saudade da sua poesia.
Em breve "Jacinta Passos, coração militante" será vendido em algumas livrarias de Maceió também, avisarei.
Grande abraço.

Nydia Bonetti disse...

Nossa, Adriano, que beleza! Realmente, um dos mais bonitos dos teus que já li. Que força, que perfeição. Abraço!

betina moraes disse...

lindíssimo!!!!!!

o amor, sempre e acima de tudo!!!!

que soneto acertado, adriano!