Paulo Sabino, um poeta em ebulição: Sou um leitor rigoroso. Aprendi, com o passar do tempo, a ser rigoroso com o que aprecio e gosto. Assim, procedo com tudo em minha vida, principalmente, quando o assunto é Arte, poesia, amizade. Vez ou outra, deparo-me com pedras preciosas (pessoas e poemas) nesse mundo quase sem fim que é a blogosfera... E como fico feliz e como me resgato de toda dor que tenta imperar no mundo, nessa realidade, nesse caos ultra/transmoderno. A poesia de Paulo Sabino, nosso Paulinho, é decantada... Traz à vida (do Rio, de sua casa, de sua família, de suas leituras, do seu eu) um timbre próprio, com jogos de imagens e sons não previsíveis... Descanso... Sossego... E tudo ferve, borbulha, arde... E nos conforta!
Paulo Sabino: "conforto na morada"
uma vista que me é comum:
em minha cadeira sentado
no quarto que ocupo
e ela, deitada em seu sofá
confortavelmente
atenta
— olhos suspensos no ar —
à música
que ventava em seus sentidos.
no meu canto
vendo-a
de canto
denso do canto que me vinha.
uma vista que me é comum
— posto que
ocupa a minha vida:
música-mãe
, na morada ,
pura poesia
decantada.
Poema postado no belo blog Prosa em Poema (http://prosaempoema.wordpress.com/), do autor, em 05 de outubro de 2009 e gentilmente cedido para esta publicação.
uma vista que me é comum:
em minha cadeira sentado
no quarto que ocupo
e ela, deitada em seu sofá
confortavelmente
atenta
— olhos suspensos no ar —
à música
que ventava em seus sentidos.
no meu canto
vendo-a
de canto
denso do canto que me vinha.
uma vista que me é comum
— posto que
ocupa a minha vida:
música-mãe
, na morada ,
pura poesia
decantada.
Poema postado no belo blog Prosa em Poema (http://prosaempoema.wordpress.com/), do autor, em 05 de outubro de 2009 e gentilmente cedido para esta publicação.