segunda-feira, 26 de março de 2012

Adriano Nunes: "O soneto da intensidade"

"O soneto da intensidade"



Sou mesmo intenso.
Às vezes, finjo quem me sinto
E esqueço-me no labirinto
Íntimo do ser que me penso.

Se amo, vingo plural, instinto
E não ligo para o bom-senso.
Abrigo-me aberto e propenso
Ao infinito. A vida consinto

À felicidade, não minto.
Às vezes, eu sou quem me penso
E esqueço-me no labirinto

Íntimo do ser que me sinto.
Se amo, tudo é total, intenso,
Ao amor propenso.



Um comentário:

Mirze Souza disse...

Pelo menos um, no mundo. Salve Adriano, você ama!

Beijos

Mirze