quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Adriano Nunes: "In the labyrinths of Language" - For Antonio Cicero (translated to English by Hamish Danks Brown)

O poeta australiano Hamish Danks Brown fez uma uma bela tradução do meu poema "Nos labirintos da Língua".


A poem by Adriano Nunes (Brazil)

"In the labyrinths of Language" - For Antonio Cicero

Traffic on this shortcut,
For this trace track
Inaccurate, oblivious to everything,
In a trance, free, looking
The unpredictable word,
Essential to a bard.
And that vacuum takes me
on a voracious path to nothing.
Giving in to Art burning.
In transit, in silence, alone,
Among mistakes, ingenuity and intimacy,
In the labyrinths of language.
I do not know what begins or ends.
But this my destination!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Adriano Nunes: "Nos labirintos da Língua" - Para Antonio Cicero

"Nos labirintos da Língua" - Para Antonio Cicero


Trafego por esse atalho,
Por essa trilha de traço
Impreciso, alheio a tudo,
Em transe, livre, à procura

Da palavra imprevisível,
Imprescindível a um vate.
E que me leve do vácuo
Voraz do nada à vereda

Que dá na Arte que arde.
Transito, em silêncio, só,
Entre engano, engenho e íntimo,

Nos labirintos da Língua.
Não sei o que se funda ou finda.
Mas a isso me destino!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Adriano Nunes: "Engano estético"

"Engano estético"


Um belo verso faz faísca.
(Desde Homero há quem o diga!)
Rimas pobres? Ou Rimas ricas?
Um belo verso: quem o explica?
Ritmo fixo, métrica rígida...
Um belo verso, que o edifica?
Tudo é só fórmula falida.
Belo verso: o que em Arte finca-se.
Eis que já não há mais saídas:
Que o poeta de Arte viva!

domingo, 4 de janeiro de 2015

Adriano Nunes: "Arte"

"Arte"


Eis a rosa
Ultrarrosa,
Violeta,
Na proveta
Do pensar.

Que a descubra
Infrarrubra,
Amarela,
Na aquarela
Do que há.

Aproveite-a
Vítrea, plante-a
Na Odisseia
Dessa ideia,
Desse mar

Áureo, sol-
Vendo o sol,
Flor vermelha
Da centelha
A saltar

Diagnóstica,
Semiótica
Dessa gama
De quem ama,
Tanto amar.

Quase foto
Quando a noto,
Quando tala,
Quase fala,
Deixo-a estar.

Entreolha a
Frágil folha,
O poema
Que se esquema e
Quer brotar.



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Adriano Nunes: "m e d o d e a m a r"

"m e d o d e a m a r"


d e a M o r a a m o r
d E a m a r a a m a r
d e a m o r a a m a R
d e a m a r a a m O r
d e m o r e i a M o r
d E a m a r a a m a r
D o m e l d o a m a r
d e s a m o r a m O r

m o r d a m e a m O r
m o l d e s e a M a r
m o l h E m e a m o r
m o s t r e S e a m o r
M o v a s e a a m a r
m u d e m e o a m O r

Adriano Nunes/ Roberto Bozzetti: "Nome e número"

Adriano Nunes/ Roberto Bozzetti: "Nome e número"


Nós e o mundo.
Que profundo!
Nós no mundo.
Muito é o mundo
Em nós! Tudo
Sem nós, sumo
De nós, um
De nós, múltiplos.
Caos e custo,
Nome e número.

Adriano Nunes: "Rebento"

"Rebento"


Tão novo!
Tão lindo!
Vê, como 
Sorri
Pra todos
O tempo
Que nasce.

Vê, como
O sol
Desponta
Já pronto
Pra a mágica
De um outro
Momento.
Vê, quantos
Sentidos
E sonhos
Desprendem-se
Do brilho
Infindo
Da esp'rança.
Então,
Com olhos
Abertos,
Agarra
A vinda
De tudo
Pra tudo,
Decanta
Teu canto
E faz
As contas
- O quantum
De ser -
Pra ser
Feliz,
Pois é
A hora.
Não vês
O dia a
Contar-te
Bem isso?
Não vês
A paz
Que te
Alcança
E até
Atira-te
À vida?
Abraça a
Certeza
Do instante
Que vinga.
Tão lindo,
Tão novo
O ano!