sábado, 3 de outubro de 2009

Adriano Nunes: "Porto Velho" - Para a minha amada mãe

"Porto Velho" - Para a minha amada mãe


A tez rubra da cidade,
À vista. Talvez, a vida,
De vez, de si subtraída,
Ateste tudo, enquanto arde.

Vaga paisagem?Em volta,
O ver vibra em construção
E as coisas são como são.
Tempo? Do sonho se solta

Plástica amplidão: progresso,
Represas, prédios, o povo
Em convulsão. Réu confesso

Da contemplação, de novo,
Na mesma alegria ingresso
E assim muito me comovo.





Um comentário:

Nydia Bonetti disse...

Há cidades - reais ou imaginárias -que vão nos comover sempre. As coisas são como são...

Gostei demais, Adriano.

Bom domingo! Abraços