sábado, 3 de outubro de 2009

Adriano Nunes: "Dez para dez" - Para Antonio Cicero.

"Dez para dez" - Para Antonio Cicero



Dez para dez. Talvez,
Baco apareça aqui,
No bar. Sem timidez,
Prove do vinho. A qui-

Mera mágica é ver-
Ter tudo em bel prazer,
Em vertigem, em ver-
So, pra satisfazer

O corpo antes de ser
lançado à dor, ao pó
Das horas, desse nó.

O que mesmo vai ser?
E de nada se ser-
Ve. O tempo passa só.




Um comentário:

betina moraes disse...

adriano,

mesmo acostumada ao seu poema, mesmo já sendo leitora de sua obra, o poema para o querido Antônio Cícero ficou genial, emocionou,

também pela consturção e sensibilidade, principalmente pelas "quebras" nas palavras que acabaram tornando o verso uma delicada amarra de sentimentos.


que bonito, poeta!


grande abraço!