sábado, 28 de maio de 2016

Adriano Nunes: "Aos meus 41 anos"

"Aos meus 41 anos"


Tudo passa
Tão depressa,
Os compassos,
As contendas,
Os contratos,
As conversas...
Tudo cessa
Mesmo rápido
E, assim, deixa
Sua marca.
Aqui, nessa
Pausa de
Tédio e táticas
Antitédios,
Resta a régua -
Vácuo e verbo.
Outro início
Menos rígido?
Outra dádiva
Que mais valha?
Ano a ano,
Quatro décadas
Mais um dia,
Quem diria?
Do menino
Muito magro
Que vivia
Sobre mapas
Debruçado,
Fez-se a fala.
Sobre a folha
Alva, anêmica,
Minha lida
Sem enigmas
E sem mágoas,
Em poemas
Fora feita.
Não me falta
Quase nada.
Vez ou outra,
A palavra!

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