sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Adriano Nunes: "Do átimo ágil que tudo aperta" - para a minha mãe

"Do átimo ágil que tudo aperta" - para a minha mãe


De um lado a razão delimita a vida,
De outro a emoção demais a liberta.
Entre ambas a vida errada e a certa,
Uma intacta e a outra já dividida.

No peito a ilusão aloja-se esperta,
Na mente a atenção vinga destemida.
Parece não haver qualquer saída
Do átimo ágil que tudo aperta.
Assim sigo atento de mim, desperto
De tudo que me peso, consumido
Por desejos ecléticos. Decerto,
Erro por caminho desconhecido
Que me leva a estar do que sou mais perto.
Ou que me faz estranho e até perdido.

Nenhum comentário: