sexta-feira, 17 de julho de 2009

Adriano Nunes: "Incontesti"

"Incontesti"


Compreenda
Que o poema
Sequer pensa
Sequer pesa
Sequer tenta
Ter qualquer
Consciência

Compreenda
Que o poema
Sequer sente
Sequer serve
Sequer segue
Qualquer regra
Ou ciência

Nada deve
Ao papel
Nem ao lápis
Só se impregna
De sanguínea
Prece - o instante -
Tangencia

O infinito
Do que é dito
Nada prova
Nada quer
Nada prega
Tudo traga
Da alegria

Compreenda
Que o poema
Sequer sonha
Sequer sabe
Que quer ser
Sequer é
Vibra apenas

Não tem pressa
Leis dispensa
Não se prende à
Penitência
Do que pode
Ser só, brilha,
Cabe em si.








2 comentários:

Stella Tavares disse...

Um lindo poema. Ilumina e elucida. Transporta. Lindos poemas encontrei por aqui. Bjos.

ADRIANO NUNES disse...

Stella,


Obrigado pelas palavras!


Abração!
Adriano Nunes.