quarta-feira, 22 de abril de 2009

Adriano Nunes: "Cotidiano"

"Cotidiano"


Varrem o céu matutinos vértices
Da aurora. Não há nenhum vestígio
De deuses na manhã: são só restos
Das áureas metáforas da vida,

A fotossíntese do caos  íntimo,
Das fábricas de fugas e tédios,
Do transe torpe, do enigma pétreo,
Ruídos, regras, ringues e riscos.






3 comentários:

Palavras de um mundo incerto disse...

Meu amigo, Adrian,
tu escreves poemas belos, diferentes. Estou estudando crônica com o escritor e poeta, Fabrício Carpinejar. Estou aprendendo muito. Ele disse que eu tenho talento, e reconheço que minha maturidade não é o suficiente para que que a minha escrita seja literária. Colherei e colherei o máximo que puder nas oficinas para que um dia eu chegue ao ponto de ouvir de algum literato: Magnífico.

Grande abraço!!!

Marcos Seiter

Ana Tapadas disse...

Há dias assim, mas como o dizes de forma tão bela!
bj

ADRIANO NUNES disse...

Marcos,


É bom saber que você está estudando: é assim que se cresce! Não é preciso nenhum literato dizer "magnífico"... Uma obra se faz completa quando, em silêncio, diz por si só, isto é, quando a dimensão da criação artística não se conforma com a própria perfeição!
Boa sorte e continue escrevendo, mesmo que o "magnifíco" pareça inatingível!

Abraço forte!
Adriano Nunes.